Dez custos que muitas famílias esquecem quando compram casa
Comprar casa continua a ser um dos maiores objetivos de muitas famílias portuguesas. Depois de encontrar o imóvel ideal e de conseguir aprovação para o crédito habitação, é normal pensar que a parte mais difícil já passou.
Mas há um erro muito comum: fazer contas apenas ao preço da casa e à prestação mensal do crédito.
Na realidade, existem vários custos que surgem antes, durante e depois da compra e que podem representar vários milhares de euros. Antecipá-los é essencial para evitar surpresas e proteger o orçamento familiar.
Conheça os dez custos que muitas famílias esquecem de incluir nas contas.
1. Entrada inicial
Mesmo com recurso a crédito habitação, os bancos não financiam, regra geral, a totalidade do valor do imóvel (exceto no caso dos clientes elegíveis para a Garantia Pública). Além da entrada necessária, pode ainda existir a necessidade de suportar a diferença entre o preço de compra e o valor da avaliação bancária, caso esta seja inferior.
Este é um dos motivos pelos quais é importante ter uma poupança antes de iniciar o processo.
2. IMT e Imposto do Selo
São dois dos custos mais conhecidos, mas continuam a surpreender muitas famílias pelo seu impacto.
O IMT varia consoante o valor do imóvel, a finalidade da compra e a situação do comprador, enquanto o Imposto do Selo sobre a aquisição corresponde a 0,8% do valor considerado para a escritura. Ambos têm de estar liquidados antes da escritura.
3. Escritura, registos e formalização
A compra de uma casa envolve vários atos legais, como a escritura e os respetivos registos.
Embora, individualmente, estes valores possam parecer reduzidos, representam mais uma despesa que deve ser considerada no orçamento global da aquisição.
4. Avaliação do imóvel
Sempre que existe financiamento bancário, o banco solicita uma avaliação independente do imóvel.
Este custo, quando não incluído nas campanhas dos bancos, é suportado pelo comprador e acontece antes da aprovação definitiva do crédito.
5. Comissões bancárias
Dependendo da instituição financeira, podem existir custos associados à análise do processo, formalização do contrato ou outras operações administrativas.
Embora alguns bancos tenham eliminado várias destas comissões, outros continuam a aplicá-las ou apresentam custos equivalentes integrados no processo. Por isso, comparar propostas continua a ser essencial.
6. Seguros
Quando existe crédito habitação, é habitual serem necessários dois seguros:
- Seguro de vida;
- Seguro multirriscos habitação.
O prémio varia consoante a idade, o capital em dívida, o estado de saúde e as características do imóvel. Mais do que apurar apenas o valor da prestação do crédito, importa conhecer o custo total da solução.
7. Mudanças e instalação da nova casa
É um custo frequentemente ignorado.
Transportar mobiliário, contratar uma empresa de mudanças, comprar eletrodomésticos, mobiliário em falta ou pequenas decorações pode representar um investimento significativo logo nas primeiras semanas.
Mesmo quem compra uma casa pronta a habitar acaba quase sempre por realizar algumas despesas adicionais.
8. Pequenas obras e reparações
É raro entrar numa casa sem existir algo para fazer.
Pinturas, substituição de fechaduras, reparações elétricas, canalização, melhorias na cozinha ou na casa de banho acabam por surgir, mesmo quando o imóvel aparenta estar em boas condições.
Criar uma margem financeira para estas situações evita recorrer ao crédito para despesas inesperadas.
9. Condomínio e primeiras despesas da habitação
Depois da escritura começam novos encargos mensais.
Se o imóvel estiver inserido num prédio, existe normalmente uma quota de condomínio. A isso juntam-se os contratos de eletricidade, água, gás, internet e outros serviços essenciais.
São despesas permanentes que devem entrar no cálculo da taxa de esforço familiar.
10. Um fundo para imprevistos
Este talvez seja o “custo” mais esquecido de todos.
Depois de utilizar grande parte das poupanças na entrada e nas despesas iniciais, muitas famílias ficam sem margem financeira para enfrentar um imprevisto.
Uma avaria num eletrodoméstico, uma reparação urgente ou uma alteração da situação profissional podem colocar pressão no orçamento.
Idealmente, a compra da casa não deve esgotar completamente as reservas financeiras da família.
Comprar casa vai muito além da prestação mensal
Quando se pensa em comprar casa, é natural concentrar a atenção na prestação do crédito habitação. No entanto, esta representa apenas uma parte do investimento.
Quanto melhor preparado estiver o orçamento para todos os custos envolvidos, menor será a probabilidade de surgirem dificuldades financeiras logo após a escritura.
Os Gestores de Crédito da Rede Maxfinance ajudam cada cliente a olhar para o processo de compra de forma completa. Mais do que encontrar uma solução de crédito, o objetivo é garantir que cada decisão é tomada com informação, planeamento e segurança financeira.